quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Me ame menos, mas me ame por mais tempo.


A poeira já está depositada em cima da TV e você ainda não apareceu. A alegria, o entusiasmo e a sensação de ter novamente 20 anos também não. O café já está pronto, na mesa até observo a fumaça saindo pela xícara branca de porcelana, sentado sozinho, apenas com tuas fotos, sem seus sorrisos ou seus olhos.
Lembra quando dizíamos que seria eterno? Nossas promessas... nossa cumplicidade. Todas elas, hoje jogadas em algum baú, e tenho medo de olhar o tempo que estamos esperando para abri-lo.
O caminho ainda é o mesmo, o vai e vem frenético dos automóveis, as buzinas estressantes e até a chuva, nada mudou. Para te falar a verdade o sol mudou. Continua amarelo-alaranjado, quente, redondo e acolhedor, situado no mesmo cantinho escuro. A forma como ele me toca mudou. Continuo com frio, acho que o que realmente me aquecia eram seus olhos. Continuo entorpecido. Passam-se os dias, arrastam-se... tudo é cinza e nublado e ainda preciso encontrar forças para colocar no lugar o que ficou bagunçado.
Às vezes nossos olhares se encontram, sinto vontade de sorrir, seus olhos me dizem que você também, então por que esse abismo?!

domingo, 20 de julho de 2008

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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Quem sou?

Aquele garoto tímido da escola que só foi crescer aos 23. Que descia a rua de casa com carrinho de rolimã e subia em árvores. Que já ouviu uma vez, que ganhar dinheiro escrevendo no Brasil é foda, e, foi então que resolveu estudar Marketing. Escreve por necessidade de expor para o mundo o que sente. Faz extras de todas as maneiras que consegue, para (sobre)viver com um pouco mais de conforto nessa selva de pedras. Por aqui, é matar um leão por dia ou ser devorado. Pessoas se atropelam todos os dias e, na busca incansável por cumprimento de metas, esquecem de observar coisas simples e primordiais, porém vitais.  Como todo geminiano, é camaleão e multitarefas, já foi barman em um bar de rock and roll em São Paulo, se vira com trabalhos publicitários e recentemente raspou a cabeça querendo perder o juízo, quando achou que assim o perderia.

Paulista, torcedor do tricolor do Morumbi, amante da movimentação alegre da rua Augusta, viciado em café, boa música, cinema, livrarias, torta de limão e um bom papo. Gosta de dirigir, de lasanha e do litoral, não necessariamente nessa ordem. Escreve sobre aquele cara desolado, com o cotovelo no balcão de madeira, esquecendo o passado com goles de álcool, sobre aquela menina-mulher que pintou os lábios de vermelho e usou um salto alto na terça feira, escreve sobre aquilo que (quase) ninguém expõe, mostrar a vida -nem sempre como ela é.

Observa comportamentos, gosta de prosear, parafrasear e entender histórias, mas acima de tudo, aprecia o modo como se sente quando escreve sobre. Descobriu que isso traz um bem estar inenarrável, intangível... História que se emenda com sonho, que costura com o que vive e com o que fantasia, com o que é real e o que é atuação... Isso o deixa em êxtase. Viver a vida é um espetáculo, e tente não convencê-lo do contrário.
Ainda não ganha o que gostaria, mas em contra partida, ganha corações e sussurros ao pé do ouvido - o que é algo que dinheiro nenhum no mundo compra.

Ele te espera por aqui, volte outra vez. Você vai gostar!