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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sobre blueberry, sorrisos largos e particularidades


Gosto de boca. De beijo. Do gosto da saliva, do cheiro do pescoço e de comer blueberry. Do salgado do suor. Do doce do trident de melancia. De dormir até as 14:00h. De corpos colados, de conchas e de dormir de conchinhas no frio.
Gosto da leveza que a dose correta do álcool me proporciona. Cigarros me acalmam. Gosto da maneira solta que você sorri depois do prosecco [...]

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Excesso de informação implica em...


Me mostrou seu lado escuro, escancarou o que fazia e como se comportava em off, longe dos olhos puritanos, longe do holofotes de led. Era desejo em demasia, vontades secretas, pecado carnal. Justo você que me acusava de só querer a sua bunda... que ironia! Conheci a parte promíscua, a parte vulgar, o desejo (nem tão) secreto por prazer [...]

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O tiquetaquear da dor de não ter você

"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura." Friedrich Nietzsche

As vezes acho que estou ficando louco, corro para um canto onde ninguém me veja e fecho os olhos. Fecho os olhos e choro. Quieto. Sem ninguém por perto para ter pena, ou passar a mão na minha cabeça. Eu não quero mesmo que alguém passe... só quero que o tempo passe, quero que o tempo passe bem rápido. Porque enquanto o tempo não passa, quem não consegue acertar os ponteiros sou eu [...]

quinta-feira, 1 de março de 2012

Déjà vu

"Desde que cheguei em casa, meu corpo está uma bagunça e eu sinto falta dos seus cabelos negros e da maneira com a qual você gosta de se vestir"  Amy Winehouse - 

Nos beijos tórridos, sinto o gosto da vertigem torta e o gosto da sua saliva. Em meio aos lençóis brancos, ouço sussurros quebrados ao meu ouvido. Uma, duas, três taças de prosecco. 
Gosto do seu cheiro e também dos engarrafados em frascos importados de 100 ml, mas não, não é desses que me refiro. Definitivamente. É o cheiro da sua nuca, aquele que sinto enquanto te beijo, enquanto estou com a língua colada no seu pescoço, enquanto estou com os olhos hipnotizado por suas sardas. Gosto do cheiro do seu suor e do cheiro de todas as suas partes  [...]

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A segunda vez que...

Segundas chances são diferentes . Elas vem sem Semina, tem que ser no cuspe.

Não há facilidades em arrancar sorrisos e tão pouco gargalhadas. Tudo a conquistar novamente, desde o breve e-mail até a vontade de...
Tudo bem que já ouvi que cristais quebrados não retornam a forma antiga e que confiança é como uma folha de sulfite, depois de amassada ela nunca mais... 
O quão importante é reconquistar a confiança e admiração de alguém? O quão interessante é você mudar por alguém? [...]

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Era inverno com cheiro de primavera?

Rodei até um posto de gasolina qualquer. Eu não ia abastecer o carro, precisava abastecer minha cabeça, abastecer minhas idéias. encher todo o meu peito. flex com esperança e motivação à R$2,74 o litro.
Tirei o celular do bolso do jeans e enviei um sms:
-Está aonde?
Recebi o retorno:
-Vou para praia, me liga na quarta.
Eu Queria entender aonde estava errando. Procurei por pistas ou sinais, não encontrei nada além de lembranças;
Sorri (pela metade) para a frentista do posto que puxava assunto. Na verdade ela não entendia que eu queria sossego, queria afogar minhas mágoas em long neck Brahma barata de R$2.80, acender cigarro depois de cigarro e ver se alguma coisa nessa porra de sexta-feira (pré-feriado-prolongado-caótico-e-cheio-de-trânsito, onde todos os pobres das classes C e D de São Paulo resolveram comprar carros em 72 vezes sem juros, até transformarem toda a cidade nesse inferno de luzes intermináveis) fizesse algum sentido.
Não consegui esperar e liguei. aquela voz é tão acolhedora, me faz pensar em tantas coisas boas, me faz sentir vivo, como um adolescente. Eu não tinha certeza se era apenas educação ou tentava realmente me despistar. Me deixou vazios, me deixou o vácuo, deixou a solidão acompanhada de indecisões comigo, ali jogado no banco do carro, bêbado e sonhador, carente e esperançoso ouvindo rock and roll dos anos 80.
-Seu presente ainda está comigo.

*Caro leitor, entenda: eu realmente necessito novamente daquele calor, daquele sorriso, daquela voz. 

Não sabia, que também me acompanhavam, todos os sonhos bons, o recomeço seco pendurado no varal com cheiro de amaciante, o gosto da nova estação e O velho tênis de volta aos pés (cansados), não sabia que para mim, a sua companhia era suficiente para me levar do mundo, me fazer perdido-feliz-sonhador novamente. E se soubesse, desmarcaria todos os compromissos e obrigações para me ter ao lado pela manhã.
-Na quarta feira eu pego. Respondeu feliz, com simpatia e alegria. 
Leu 2 vezes todas as regras de boas condutas, ética e etiqueta. Eu pensava se realmente valia a pena investir, mas como achar que não? Todas as vezes que eu mandava um sms ou ligava, A reciprocidade dava as caras.
Chorei encolhido enquanto olhava as horas intermináveis passearem devagar. Me entorpeci de amor, esperança, gasolina e Brahma.
Quero a todo o momento que me tirem o ar, que me façam sentir vivo, e que me façam perder o controle, embora ainda não saiba como tornar graciosos os momentos em que minhas pernas tremem ou procuram o chão outra vez.  E por favor, não venha tirar o meu riso frouxo com algum conselho.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Último romance


Ele levantou mais disposto do que de costume. Estava feliz com o emprego novo (ganhar duas vezes mais tem dessas coisas: muda o humor, rejuvenesce a pessoa e faz o sorriso transparecer felicidade). Colocou um rock bem alto no quarto e foi para o banheiro cantarolando e dançando com Beatles.
-As coisas finalmente começaram a dar certo Rafael. Disse para si mesmo olhando para o espelho.
Tomou banho, fez a barba, escovou os dentes... voltou pelado para o quarto. Abriu o armário e separou seu jeans e sua polo preta da Levi's. Vestiu uma das cuecas novas que comprou durante a semana (sabia que o final de semana prometia, e ele devia um dia fantástico para si mesmo havia muito tempo).
Estava com bons pressentimentos e sabia que a festa na casa do Edu, renderia no mínimo boas risadas.

Ela estava linda, com os cabelos negros soltos, um belo vestido preto e um salto que devia ter uns 15cm. Estava ótima consigo mesma.
Foi até a cozinha, pegou duas fatias de torradas e geléia de amora. Lembrou-se dele e decidiu não deixar suas oportunidades escorrerem por seus dedos. Já esperara muito tempo. Resolveu agir, resolveu viver.
Foi até a gaveta da penteadeira -durante esse trajeto seus passos eram seguros, precisos e confiantes. Finalmente chegara o momento em que Giulinha resolvera se permitir.
-Alô? Rafa?
Ele reconheceria aquela voz em milhares de ligações simultâneas.
-Giu-Giulinha?
-Isso... Estava pensando em te ver.
-Claro, seria ótimo, as 15:00hs pode ser?

Ele desmarcou com o Edu, disse que precisava ir ao trabalho e que chegaria mais tarde na festa, talvez só a noite.
Ela desmarcou com a Mônica, disse que não chegaria a tempo no shopping porque o cabeleireiro atrasaria um pouco.

Se encontraram, conversaram, comeram torta holandesa e depois tomaram café. Conversaram sobre quando se conheceram, se lembraram do 'quase acidente' e da conversa posterior no restaurante. Falaram sobre bilhetes deixados no fundo de gavetas.
Houve reflexão sobre o hiato e depois sobre o silêncio.

-Alô Rafa? Você não vem? Minhas primas chegaram do sul. O Jorge trouxe algumas amigas da faculdade.
-Estou chegando em meia hora Edu.
-Sabia que não me decepcionaria.

Ele resolveu se divertir um pouco. Resolveu viver a vida. Ele também estava ótimo, a vida é agora e viver significa muito. As primas do Edu e as amigas do Jorge se esticaram quando ele chegou perto da piscina.
Em direção a ele chegava o garçom com seu Martini.
-Aqui esta sua bebida senhor.
O som eletrônico estava ótimo e a noite apenas começando.
-São 2 Martinis senhor.
Giulinha apareceu ao lado dele. Dessa vez, além das primas do Edu,  as amigas do Jorge, os amigos do Edu e do Jorge, e a metade dos convidados também se voltaram para o casal.
-Pessoal essa é a Giulinha.
Se olharam, sorriram e trocaram um beijo tímido.

FIM

sábado, 3 de setembro de 2011

É isso?

Você não pode colocar a vida em pausa, ela não espera.

O café estava em cima do seu livro preferido, quando bebeu o café, viu a marca deixada pela xícara azul. Essa é a mesma marca que algumas pessoas deixam em nós. Podemos até tentar limpá-la, mas não é possível voltar a ser o mesmo ou deixar a capa do livro limpa.
Leu o bilhete que Giulinha deixou no seu casaco e não entendia o motivo da fuga da moça dos cabelos compridos presos num coque.
(...) "Porém só essa noite" 
Tentava pensar em alguma coisa que fez de errado e não obteve respostas.
The Strokes ecoava pelo quarto... is this it? is this it? (clique e ouça)
Lembrou da noite mágica da semana passada. Não tinha olhos para outra, imaginava o que ela estava fazendo e  quase pirava com isso. 
Seria tão mais fácil se ela me ligasse -pensava a todo momento.
Tentou ocupar sua cabeça com alguma coisa boba (só para esquecê-la) e começou a ler Stephen King, leu 2 ou 3 páginas.
Era sábado e não tinha feito absolutamente nada, acordou as 14:00, pensou nela até as 18:00 h. (...)

Depois disso: Just Believe (IV), Último romance (V)