segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Último romance


Ele levantou mais disposto do que de costume. Estava feliz com o emprego novo (ganhar duas vezes mais tem dessas coisas: muda o humor, rejuvenesce a pessoa e faz o sorriso transparecer felicidade). Colocou um rock bem alto no quarto e foi para o banheiro cantarolando e dançando com Beatles.
-As coisas finalmente começaram a dar certo Rafael. Disse para si mesmo olhando para o espelho.
Tomou banho, fez a barba, escovou os dentes... voltou pelado para o quarto. Abriu o armário e separou seu jeans e sua polo preta da Levi's. Vestiu uma das cuecas novas que comprou durante a semana (sabia que o final de semana prometia, e ele devia um dia fantástico para si mesmo havia muito tempo).
Estava com bons pressentimentos e sabia que a festa na casa do Edu, renderia no mínimo boas risadas.

Ela estava linda, com os cabelos negros soltos, um belo vestido preto e um salto que devia ter uns 15cm. Estava ótima consigo mesma.
Foi até a cozinha, pegou duas fatias de torradas e geléia de amora. Lembrou-se dele e decidiu não deixar suas oportunidades escorrerem por seus dedos. Já esperara muito tempo. Resolveu agir, resolveu viver.
Foi até a gaveta da penteadeira -durante esse trajeto seus passos eram seguros, precisos e confiantes. Finalmente chegara o momento em que Giulinha resolvera se permitir.
-Alô? Rafa?
Ele reconheceria aquela voz em milhares de ligações simultâneas.
-Giu-Giulinha?
-Isso... Estava pensando em te ver.
-Claro, seria ótimo, as 15:00hs pode ser?

Ele desmarcou com o Edu, disse que precisava ir ao trabalho e que chegaria mais tarde na festa, talvez só a noite.
Ela desmarcou com a Mônica, disse que não chegaria a tempo no shopping porque o cabeleireiro atrasaria um pouco.

Se encontraram, conversaram, comeram torta holandesa e depois tomaram café. Conversaram sobre quando se conheceram, se lembraram do 'quase acidente' e da conversa posterior no restaurante. Falaram sobre bilhetes deixados no fundo de gavetas.
Houve reflexão sobre o hiato e depois sobre o silêncio.

-Alô Rafa? Você não vem? Minhas primas chegaram do sul. O Jorge trouxe algumas amigas da faculdade.
-Estou chegando em meia hora Edu.
-Sabia que não me decepcionaria.

Ele resolveu se divertir um pouco. Resolveu viver a vida. Ele também estava ótimo, a vida é agora e viver significa muito. As primas do Edu e as amigas do Jorge se esticaram quando ele chegou perto da piscina.
Em direção a ele chegava o garçom com seu Martini.
-Aqui esta sua bebida senhor.
O som eletrônico estava ótimo e a noite apenas começando.
-São 2 Martinis senhor.
Giulinha apareceu ao lado dele. Dessa vez, além das primas do Edu,  as amigas do Jorge, os amigos do Edu e do Jorge, e a metade dos convidados também se voltaram para o casal.
-Pessoal essa é a Giulinha.
Se olharam, sorriram e trocaram um beijo tímido.

FIM

7 comentários:

Luna Sanchez disse...

Ah, que gostosinho isso!

Coração segurando a batuta.

Gostei, Eder.

Beijocas pra ti.

R Linhares disse...

fofo.
*-*

Mari disse...

Bonitinha demais a historinha, até aquece o coraçãozinho da gente.

E eu, com esse meu pré-conceito com os homens, tinha certeza que ele ia deixar moça e partir pra gandaia com as primas do sul. Ainda bem que não.

Beijo!

Professor Gadomski disse...

E aí, Eder? Blz? Estou conhecendo seu blog, gostei muito. Convido você a visitar meu blog e, se achar interessante e conveniente, também seguir. Um abraço. http://professorgadomski.blogspot.com

Eder Fabricio disse...

Luna um beijo.

Rafa volte mais vezes doctor.

Mari, eu queria despertar exatamente essa sensação..rs Beijos

Professor Gadomski um abraço. Estou seguindo.

RENATO VIDAL S. disse...

Eder, genial como siempre,el romance, todo lo que llena nuestra vida, un abrazo calido amigo.

Eder Fabricio disse...

Yo estaba que falta aquí Renato. Me alegro de que hayas vuelto. Un abrazo amigo.