Esse é nosso mês. Outubro. Faríamos uma ano. Seria o primeiro de cinquenta e seis –como gostávamos de brincar. E me lembrei daquela vez. Aquela, da viagem. A primeira vez que acreditei de verdade que me amava. O mar estava gostoso. Foi o verão mais quente de nossas vidas. E você disse que começou a gostar do calor por minha causa. Se pendurou no meu pescoço e as ondas bagunçavam o seu cabelo. Você estava linda. Me dizia coisas picantes ao pé do ouvido. Ali mesmo. De dia. Na praia. Ficamos de costas pra orla. Era eu, você o mar. Isso é amor né? [...]
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Ter saudade é ainda ter amor?
Quero te contar que, finalmente, depois de dois meses que me deixou, a minha vida começou a seguir. Desde que partiu, eu tinha sido só inverno. Só saudade e melancolia. Fui gosto amargo na boca e olhos úmidos. Dor no peito e insônia. Assim como o mês de Setembro colore com a Primavera, eu também irei florir. Outra vez. E pasme, sem você! Ontem eu estive naquele bar que íamos sempre, ali na região da rua Augusta, onde sempre tem moças de cabelos pretos e curtos, com a pele bem branca, esguia e linda, pintada num batom vermelho e trajando preto e jeans surrado [...]
Onde tem caras estilosos e bonitões de calça bordô, penteado do James Dean, óculos escuros de uma grife italiana qualquer e um cigarro na mão. Desde que você partiu a única coisa que eu tinha nas mãos, também era um cigarro. Mas finalmente alguém chegou para te lavar de dentro do meu peito e me segurar pelas mãos novamente. Apareceu num domingo chuvoso, mas disse que faria tudo virar sol.
Onde tem caras estilosos e bonitões de calça bordô, penteado do James Dean, óculos escuros de uma grife italiana qualquer e um cigarro na mão. Desde que você partiu a única coisa que eu tinha nas mãos, também era um cigarro. Mas finalmente alguém chegou para te lavar de dentro do meu peito e me segurar pelas mãos novamente. Apareceu num domingo chuvoso, mas disse que faria tudo virar sol.
Ela é tímida, e quando aperta os lábios num sorriso, a sua boca forma um desenho de uma rosa vermelha, é bem diferente de você que sempre abriu a boca num sorriso de comercial de creme dental. E eu te digo uma coisa minha cara, o charme dela ao sorrir e o jeito encabulado e desajeitado de me chamar de lindo, me deixa mais confiante e soa mais verdadeiro. Ela prefere se mostrar aos poucos para mim, conta um segredo hoje, outro amanhã, faz manha e diz que não me enche de elogios com medo da minha partida. Você sabe, eu sempre corro quando fica morno. Mas de você eu nunca corri! Ah, isso você não pode negar. Diferente da nossa primeira noite, a noite de estreia com a moça dos olhos verdes e sardas no ombro, não teve sexo –não que isso fizesse diferença pra mim-, mas eu sinto que a moça, talvez esteja planejando um momento especial com cerveja, sorrisos tímidos, música boa e o melhor, com algum tipo de sentimento verdadeiro que nasça antes da minha cueca cair no assoalho. Para ela sexo por sexo é melhor não fazer. Ponto para ela.
Ela não tem os seus olhos de desenho animado, bambi eyes. Os olhos dela, acredite, são mais misteriosos que os olhos de ressacas, cavos e fundos da Capitu. E agora eu prefiro os olhos verdes aos olhos castanhos. Silenciei nosso passado e ele agora jaz. Ela dança comigo descalça e sussurra Lana Del Rey com uma voz rouca no meu ouvido. Segura o cigarro em um das mãos e o copo de cerveja na outra, mas sempre dá um jeito de me segurar para si, bem perto ao peito e apertado, mesmo com as mãos ocupadas. Ela diz que eu fumo rápido demais, que tenho a pele quente e sempre que eu a olho, boquiaberto com a sua beleza, ela emite um som tímido e gostoso de uma semi-risada-linda-e-só-dela, que sempre acaba com a boca colada à minha.
Você deve estar se perguntando por que eu resolvi fazer tantas comparações. Entenda meu bem, você faz parte das coisas boas que já me aconteceram um dia. Irei sempre lembrar com carinho de nossas viagens, das nossas noites de sexo e de amorzinho, dos cinemas e sessão coruja na sua sala, passeios ao parque, sonhos, projetos e risadas, da sobremesa de dias das mães na sua avó e de assistir futebol jogado na sala. Irei lembrar também de todos os apelidos carinhosos que me chamou. Guardo no peito um punhado de bons momentos que vivi contigo. Acredite! Sou um eterno mochileiro que carrega contente as consequências e vivências que a vida nos proporciona. Carrego um bocado de momentos tristes para ficar mais forte e maduro, sabe aquela minha ruga na testa? Não é só sinal da idade e sim do amadurecimento. Quando faço uma análise crítica do que vivi, concluo que tenho um volume infinitamente maior de coisas boas na alma e no bolso. Sou grato ao universo por tantos bons momentos... Mas de fato, o intuito é só te contar que finalmente eu vou virar verão. Proposta no ouvido e mão boba. Língua e gosto de mar na pele. Sorriso tímido e mão na coxa. Olhos verdes e pintas nos ombros. E pasme, sem você!

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"Que você me adora, que me acha foda, não espere eu ir embora pra perceber".
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Beladona
Provei tuas folhas e raízes.
Hoje eu te ligue e você nem soube. Caiu na caixa de mensagem e pude ouvir sua voz. Apertou-me o peito e percebi mais uma vez o quanto você faz falta. Meu coração doeu e a tristeza fez morada.
Lembro diariamente de você, do seu sorriso, dos teus olhos brilhando pra mim. Te procuro na rua quando passo naquele bar que íamos aos sábado na Augusta. Quase te ouço no meio da confusão daquele lugar [...]
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Cartas, Cinemas e Rock and Roll
Ela teimava em ser inverno, mesmo com a temperatura beirando os quarenta.
Ele, a ausência do coringa. Não conseguiu o sete de copas necessário para cessar a taquicardia. Faltou sorte e açúcar.
Ela remendava aquele domingo de janeiro, de um drama exibido na sessão das vinte e três, com pipoca e mãos na coxa [...]
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Jaz
Eu só queria te contar que estou bem. Já fechei o guarda chuva e agora eu corro seco. Eu finjo bem. Você vai ver. Nem vai desconfiar. Vai acreditar que já não choro encolhido na cama, e que quando vejo Blue Valentine não balanço [...]
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Seu eu fosse guardar em vidros
Seu eu fosse guardar em vidros teus carinhos... eu colecionaria vidros quase vazios. Cada qual com sua migalha...
As migalhas de amor que você me oferece quando o dia anda triste pra você e você, então, busca os meus carinhos de menino agridoce [...]
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Xeque Mate
“Quero dançar com outro par pra variar, amor...”
Doeu mais uma vez perceber que.
Como eu quero te esquecer.
Exorcizar.
Cicatrizar.
Faz tempo que deixei de sorrir porque você age como se [...]
domingo, 7 de agosto de 2011
Saudade
Fui só mais um cara.
Só mais um cara que acreditou no seu sorriso e tudo mais que saia de sua boca. Mais um cara que conseguiu ver verdades nos seus olhos.
Nossa noite mais feliz foi a última?
Nossa noite mais feliz foi a última?
Desconhecia esse seu lado frio e sombrio, esses seus pensamento cinzas e nublados. Desconhecia essa sua outra face, afinal o geminiano sou eu, teoricamente você deveria se assustar com a minha outra face.
Teoricamente...
"Eu só aceito a condição de ter você só pra mim. Eu sei não é assim, mas deixa eu fingir e rir." Ainda não me acostumei com a tal da poligamia e nem sei se quero ou devo.
Desamores acontecem a vida inteira, difícil mesmo é o amor, é o cafuné na nuca verdadeiro, é o sim limpo, livre de mentiras.
Te perdoo por fazeres com que eu ainda não tenha coragem de rasgar nossas fotos. Te perdoo por fazeres eu ainda pensar em nós.
Sinto sua falta.
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