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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Aquela promessa quebrada


Esse é nosso mês. Outubro. Faríamos uma ano. Seria o primeiro de cinquenta e seis –como gostávamos de brincar. E me lembrei daquela vez. Aquela, da viagem. A primeira vez que acreditei de verdade que me amava. O mar estava gostoso. Foi o verão mais quente de nossas vidas. E você disse que começou a gostar do calor por minha causa. Se pendurou no meu pescoço e as ondas bagunçavam o seu cabelo. Você estava linda. Me dizia coisas picantes ao pé do ouvido. Ali mesmo. De dia. Na praia. Ficamos de costas pra orla. Era eu, você o mar. Isso é amor né? [...]

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Amo você mas não consigo continuar, entende?

"Hoje estamos partindo de nós. Não sabemos aonde o amor se perdeu. Tudo o que fizemos e sonhamos, tanto amor e carinho, deixamos pelo caminho". José Luiz Vargas

Leão:
É incrível, mesmo longe você ainda me deixa preocupado. Deveria ser ao contrário, pois agora, nem seu namorado sou, mas as coisas que você faz, sempre me deixa preocupado. Sei que não sou o cara mais maduro do mundo, mas sempre me preocupei com você. Com sua saúde, seu emprego, seu carro, sua família, seus amigos, você num conjunto todo. Nunca senti cem por cento de segurança, sempre tive medo de que algo ruim te acontecesse, e hoje em dia isso é claro pra mim. Admito que também nunca tive cem por cento de confiança em você ou quando dizia que tudo ia ficar bem... Na verdade você quase nunca dizia, era sempre eu [...]

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Te espero


Os dois seguem a vida normalmente. Fazem suas coisas, se divertem, dão risadas com os amigos, saem com outras pessoas e de vez em quando ficam com elas. Mas no final do dia, quando deitam na cama, sempre estão pensando um no outro. Ela se pergunta com quem ele está e se ainda lembra dela. Ele, tenta adivinhar no que ela pensa e se nesses pensamentos ele está incluído. Não respondem a pergunta “o que aconteceu com vocês dois?” e apenas balançam a cabeça para a afirmação “vocês eram perfeitos juntos”. Parece que esqueceram, mas uma parte deles, mesmo que sem querer, ainda acredita no velho “nós”.  - Vinícius Kretek

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ter saudade é ainda ter amor?


Quero te contar que, finalmente, depois de dois meses que me deixou, a minha vida começou a seguir. Desde que partiu, eu tinha sido só inverno. Só saudade e melancolia. Fui gosto amargo na boca e olhos úmidos. Dor no peito e insônia. Assim como o mês de Setembro colore com a Primavera, eu também irei florir. Outra vez. E pasme, sem você! Ontem eu estive naquele bar que íamos sempre, ali na região da rua Augusta, onde sempre tem moças de cabelos pretos e curtos, com a pele bem branca, esguia e linda, pintada num batom vermelho e trajando preto e jeans surrado [...]
Onde tem caras estilosos e bonitões de calça bordô, penteado do James Dean, óculos escuros de uma grife italiana qualquer e um cigarro na mão. Desde que você partiu a única coisa que eu tinha nas mãos, também era um cigarro. Mas finalmente alguém chegou para te lavar de dentro do meu peito e me segurar pelas mãos novamente. Apareceu num domingo chuvoso, mas disse que faria tudo virar sol.

Ela é tímida, e quando aperta os lábios num sorriso, a sua boca forma um desenho de uma rosa vermelha, é bem diferente de você que sempre abriu a boca num sorriso de comercial de creme dental. E eu te digo uma coisa minha cara, o charme dela ao sorrir e o jeito encabulado e desajeitado de me chamar de lindo, me deixa mais confiante e soa mais verdadeiro. Ela prefere se mostrar aos poucos para mim, conta um segredo hoje, outro amanhã, faz manha e diz que não me enche de elogios com medo da minha partida. Você sabe, eu sempre corro quando fica morno. Mas de você eu nunca corri! Ah, isso você não pode negar. Diferente da nossa primeira noite, a noite de estreia com a moça dos olhos verdes e sardas no ombro, não teve sexo –não que isso fizesse diferença pra mim-, mas eu sinto que a moça, talvez esteja planejando um momento especial com cerveja, sorrisos tímidos, música boa e o melhor, com algum tipo de sentimento verdadeiro que nasça antes da minha cueca cair no assoalho. Para ela sexo por sexo é melhor não fazer. Ponto para ela.

Ela não tem os seus olhos de desenho animado, bambi eyes. Os olhos dela, acredite, são mais misteriosos que os olhos de ressacas, cavos e fundos da Capitu. E agora eu prefiro os olhos verdes aos olhos castanhos. Silenciei nosso passado e ele agora jaz. Ela dança comigo descalça e sussurra Lana Del Rey com uma voz rouca no meu ouvido. Segura o cigarro em um das mãos e o copo de cerveja na outra, mas sempre dá um jeito de me segurar para si, bem perto ao peito e apertado, mesmo com as mãos ocupadas. Ela diz que eu fumo rápido demais, que tenho a pele quente e sempre que eu a olho, boquiaberto com a sua beleza, ela emite um som tímido e gostoso de uma semi-risada-linda-e-só-dela, que sempre acaba com a boca colada à minha.

Você deve estar se perguntando por que eu resolvi fazer tantas comparações. Entenda meu bem, você faz parte das coisas boas que já me aconteceram um dia. Irei sempre lembrar com carinho de nossas viagens, das nossas noites de sexo e de amorzinho, dos cinemas e sessão coruja na sua sala, passeios ao parque, sonhos, projetos e risadas, da sobremesa de dias das mães na sua avó e de assistir futebol jogado na sala. Irei lembrar também de todos os apelidos carinhosos que me chamou. Guardo no peito um punhado de bons momentos que vivi contigo. Acredite! Sou um eterno mochileiro que carrega contente as consequências e vivências que a vida nos proporciona. Carrego um bocado de momentos tristes para ficar mais forte e maduro, sabe aquela minha ruga na testa? Não é só sinal da idade e sim do amadurecimento. Quando faço uma análise crítica do que vivi, concluo que tenho um volume infinitamente maior de coisas boas na alma e no bolso. Sou grato ao universo por tantos bons momentos... Mas de fato, o intuito é só te contar que finalmente eu vou virar verão. Proposta no ouvido e mão boba. Língua e gosto de mar na pele. Sorriso tímido e mão na coxa. Olhos verdes e pintas nos ombros. E pasme, sem você!


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"Que você me adora, que me acha foda, não espere eu ir embora pra perceber".

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Beladona


Provei tuas folhas e raízes.

Hoje eu te ligue e você nem soube. Caiu na caixa de mensagem e pude ouvir sua voz. Apertou-me o peito e percebi mais uma vez o quanto você faz falta. Meu coração doeu e a tristeza fez morada.

Lembro diariamente de você, do seu sorriso, dos teus olhos brilhando pra mim. Te procuro na rua quando passo naquele bar que íamos aos sábado na Augusta. Quase te ouço no meio da confusão daquele lugar [...]

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Sobre dar um tempo e a necessidade de se reconstruir


Jogou a aliança no assoalho do carro. Olhou-me fundo nos olhos e pediu um tempo. Meus olhos imploravam para você ficar mais um pouco, eu suplicava para que você continuasse a remar nosso barco. Juntos. Abracei e cheirei a nuca, beijei, toquei, tive medo de ser a última vez. Pude ver cara a cara, aquele coração machucado que se esquivava e implorava para eu ir embora. Ás vezes aquela pessoa que amamos escorre por entre os dedos mesmo [...]

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O pedido de casamento que eu não fiz


A gente casa domingo meu amor, e pode ser do jeito que você sugeriu: Na praia e com trajes bem leves. Mas me leve tá? Me leve sempre pro seu mundo embaralhado. Pode ser sem convidados excessivos, somente com as pessoas que, de verdade, querem o nosso bem. Lembra quando te pedi em namoro? Seus olhos borraram naquele quarto [...]

domingo, 13 de outubro de 2013

Uma crônica sobre corações inquietos que dizem SIM ao amor


É o seu cabelo, que de tão macio, faz meus dedos se perderem... E eu faria cafuné brega a noite toda em você, mesmo lá pelas 3 da manhã depois que a cerveja acabasse e eu sentisse aquela vontade gostosa de dormir agarrado ao seu quadril e cheirando sua nuca. É que você se encaixa tão gostoso no meu peito [...]


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Sobre desencontros e decisões


Ele abriu a garrafa de prosecco e acendeu um cigarro. A lua estava enorme, fugiu para a janela para observá-la, depois deu dois tragos e me olhou. Ameaçou uma DR, provavelmente falaria que dancei muito colado com aquele cafajeste bonitão que me pegou para o bolero, talvez algum comentário sobre o meu batom vermelho, ou algo relacionado ao comprimento do meu vestido ou tamanho do decote. Antes que começasse com todo o roteiro clichê e machista, eu calei sua boca com um beijo, sem me importar com o hálito de nicotina e álcool. E durante muito tempo foi assim [...]

terça-feira, 30 de julho de 2013

Inteligência é aceitar que o outro é livre para voar

"Triste é viver só de solidão." Marcelo Camelo

Eu não tinha sono e nem seus olhos o antigo brilho, mas de alguma forma que não consigo explicar, foi especial. Eu não sentia frio apesar dos relógios metropolitanos marcarem 10 graus, me sentia estranhamente confortável com uma fina malha azul marinho e com você ao meu lado segurando a minha mão. Um poço de mistérios, a moça de tão branca mais parecia um fantasma. Dona de lindos e vibrantes olhos cor de mel, gostava de conversar séria na maioria do tempo, somente vez ou outra abria um sorriso para mim [...]

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O tom de um reencontro

"Como estou feliz nesse momento. O modo como a luz está iluminando o seu rosto. Tem uma brisa entrando pela janela. Não importa se vou ter dez mil momentos iguais a este ou só este mesmo, porque não tem diferença. É só isso. Este momento presente. E ele é meu."  - Love & other drugs


Eu prefiro a hidro quente, você fria. Gosto de dormir de conchinha cheirando seu pescoço, você gosta de deitar de bruços. O ar condicionado ataca minha renite, mas você morre de calor. É inexplicável o que nos une. Desejo somente que nossas vontades se toquem e deem as mãos por longos anos e que possamos construir nosso elo da forma que acharmos conveniente: em cima de lençóis brancos e limpos, atrás de mesas de café ou novamente em poltronas de cinema [...]

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Jaz


Eu só queria te contar que estou bem. Já fechei o guarda chuva e agora eu corro seco. Eu finjo bem. Você vai ver. Nem vai desconfiar. Vai acreditar que já não choro encolhido na cama, e que quando vejo Blue Valentine não balanço [...]

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

a tal da saudade

a dor enraiza no peito na sexta feira. tudo do jeito que você deixou quando partiu. a xícara de café amargo sem açúcar, o guardanapo com a marca do seu batom. no chão, os cacos do copo americano, os cacos do meu coração, espalhados com os pedaços da sua 3x4. partidas só não me incomodam mais que caixas. na sala os livros empilhados: fante, bukowski, drummond. o cd do dylan pisoteado com seu salto prada [...]

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O tiquetaquear da dor de não ter você

"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura." Friedrich Nietzsche

As vezes acho que estou ficando louco, corro para um canto onde ninguém me veja e fecho os olhos. Fecho os olhos e choro. Quieto. Sem ninguém por perto para ter pena, ou passar a mão na minha cabeça. Eu não quero mesmo que alguém passe... só quero que o tempo passe, quero que o tempo passe bem rápido. Porque enquanto o tempo não passa, quem não consegue acertar os ponteiros sou eu [...]

domingo, 1 de abril de 2012

Pós fim

Quando te vi, dois sábados pós fim, olhei seus olhos por alguns instantes. Eles estavam tão felizes, eles estavam tão verdes e eles estavam tão livres.

Partiu num sábado a noite. Deixou comigo seu cheiro, seu gosto, seus modos, suas pernas e bunda. Nem quis saber como fiquei. Nem se importou com a minha morte, com o sal escorrendo pela face e molhando a boca. Molhou a boca com o resto, com a sobra, com o que ficou de nós... com o que restou de mim [...]

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Os simples presentes do presente


Algumas pessoas possuem uma insatisfação crônica em relação ao amor. Amam o que não tem, amam o que está longe demais do alcance, amam o comprometido e intangível. Há também aqueles que quando conseguem o que tanto almejou, simplesmente desistem. Eu sei e acredito que a grama do vizinho sempre será mais verde e mais bonita, mas me irrito fácil com quem desperdiça o hoje, o agora e fica almejando um amor tão futuro e abstrato que se esquece de olhar para os simples presentes da vida. Os simples presentes do presente [...]

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vem


Saudade escorrendo pelos olhos.
Que vontade de olhar meu celular piscando. Você ligando. Você 'dizendo' o quão importante também sou pra ti. Quero te beijar, sentir seu cheiro, olhar seus olhos claros, acariciar sua nuca.
Fala pra mim que vai deixar os post it colado no PC de forma preguiçosa... fala pra mim que vai passar aqui em casa e me ver descer as escadas, bêbado de cinco ou seis Bud, só de jeans e cueca [...]

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"A gaveta da alegria já está cheia de ficar vazia"


Foi como Alice caindo no buraco do coelho... 

...sorri para mim com os olhos, esses, brilham como faróis a noite. Arqueia a sobrancelha e me ganha nas palavras. Há algo no jeito como se move, do mesmo modo que a canção dos Beatles. Me traga como a ressaca de Assis no romance de Capitu e Bentinho. Me traga enquanto escutamos Radio Head, Placebo, enquanto traga o seu cigarro... me traga sempre esse conforto e admiração! [...]

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Porque quando eu te toco, me sinto mais homem


Chorei, me esgotei em nostalgia, tentei (em vão) assimilar o mundo sem você. Senti nós apertados na garganta, senti náuseas, vontade de dormir para me esquecer, esquecer de nós.
A primeira semana sem teus olhos não foi fácil, queimei calorias na academia na intenção de absorver endorfina, aquela que você me liberava com sua voz, sorriso, toques e gestos.
As lembranças rasgavam meu peito, sem dó, não pergunte como sobrevivi na sua ausência, acho que vegetei com sorrisos falsos, com gargalhadas escudas, escondendo toda minha insatisfação.
Depois de duas semanas eu quase nem podia acreditar que você voltaria, que teria novamente seu abraços.
Sai de casa na tarde ensolarada de sexta, abasteci o carro e comprei um isotônico. Pela estrada ouvi Tiê, rodei 100 km até o aeroporto e te esperei como um menino que espera o presente de natal
Cheguei com uma hora de antecedência, para mim a possibilidade de não te ver não existia, então eu fiz tudo como manda o figurino. Quando olhei no painel eletrônico do aeroporto e vi que estava ali, a poucos metros, meu coração apertou. É dessa sensação que sinto falta. Sinto falta de como eu me sinto ao seu lado, sinto falta de como você me faz bem. Será que é amor? Não conheço outro nome, existe mesmo outro?
Eu olhava as pessoas esperando familiares e amigos. Eu também estava ali te esperando, querendo só a sua presença, a sua voz, o seu abraço. Era um misto de alegria e desejo, sensação de alívio, era o fim da tortura, o fim da ausência.
Mandei um torpedo:
-Já te vi.
-Com esse cabelo que estou hoje, não tem como não me ver. Tô esperando a mala.
Contei os minutos que pareceram eternidade. 
Como posso descrever o momento que apareceu.... era meu sonho, meu presente de Nata, Papai do céu me entregava você naquela noite. Nos cumprimentamos com um abraço apertado, meu coração acelerou. Na ausência da coragem de te dizer que o que eu mais desejava era você por perto, sugeri levar sua mala.
Caminhamos até o carro, abri o porta malas e acomodei parte do meu sonho. Estávamos então voltando para São Paulo. Toquei suas coxas, fiz cafuné na nuca. Quando ia me tocar, não sei se por falta de costume, me apertava duas vezes e voltava as mãos para seu colo.
No caminho, perguntei sobre seu gosto musical. Abriu o porta luvas para escolher entre meus CD's aquele que te agradava. Escolheu Pato Fu. Não sabia que eu lhe entregava meu coração, da mesma forma que me entregou as chaves da sua casa enquanto me recebia. Além do coração, eu também lhe entregava as chaves. Entregava as minhas chaves, as chaves do meu cotidiano, as chaves do meu mundo.
Depois de alguns kilometros eu queria te ter pra mim, sem roupas, queria colocar meu corpo sobre o seu, sentir sua temperatura, ouvir sua voz rouca pedindo para eu não parar.
Abri o zíper da calça.
-Guri, não faz assim. Era sim agregado ao não.
Abriu o zíper da minha bermuda e abaixou a minha cueca. Eu dirigindo a 100 km/h olhava os caminhões e carros ao nosso redor, olhava suas mãos me masturbando. Fiz o mesmo. Ensinei como eu gostava e aprendeu rapidinho.
Eu me contorcia de paixão, de tesão e quando estava próximo de explodir em desejo eu pedia para parar.
Parei com o carro na garagem do motel e subimos as escadas.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O peso do 'até um dia' - Parte 7

"Um carinho envolve o meu coração, sinto que é você falando pra mim,
 sussurrando quente entre os dentes letras tão gentis." Tiê

Acordar do seu lado mais uma vez, me fez bem humorado pela manhã. Eu sabia que alguma coisa estava errada, o trem talvez estivesse fora dos trilhos. Somente algo muito bom para me manter bem humorado pela manhã. Sabia que doses repetidas de você me entregavam doses cavalares de endorfina.
Levantamos rápido da cama, o dia estava ensolarado, contrariando a previsão do tempo. Tomamos banho, tomamos um rápido café da manhã e saímos para a vida. Atravessamos a balsa, tiramos fotos com o transatlântico ao fundo, tiramos fotos com o porto ao fundo. Pegamos dois ônibus e chegamos ao... bom, acho que vou chamar de paraíso. Talvez pelo complexo: Você + A dose de felicidade que me entregava + A sensação de liberdade e paixão que eu sentia + O local em si.
Seus olhos cada vez mais claro no dia ensolarado me hipnotizavam, tanta beleza em um só olhar. A pele branca em contraste com seus cabelos negros e sua cara de tudo-bem-sou-seu-vem-aqui-sem-medo me deixava em transe.

(...)