sábado, 17 de dezembro de 2011

O peso do 'até um dia' - Parte 4


"E aí? quais são seus planos? Eu até que tenho vários. Se me acompanhar, no caminho eu posso te contar." -Tiê

Acordei por volta do meio dia, olhei para a janela e a garoa que fez lembrar de São Paulo. O sono era pouco e o sonho era bom, então tratei de levantar e viver.
O telefone tocou e eu apenas observei, no final o recado na secretária eletrônica:
-Oi, sou eu, quando aparecer esse número pode atender guri. Fica a vontade, tem torrada em cima da mesa, requeijão, geléia e manteiga na geladeira. Se quiser almoçar, pega alguma coisa no congelador e faz, sinta-se em casa.
Sentei próximo a mesa e peguei algumas torradas, abri a geladeira e peguei a manteiga, o suco de manga completava o meu almoço. Também comi alguns chocolates deixado em cima da mesa e depois voltei para o quarto.
Durante a tarde eu ensaiei assistir alguns filmes, não terminei nenhum, torcia ansiosamente para o relógio marcar 17:15 -horário que provavelmente chegaria ao fim a espera pela sua presença, colocaria fim a ausência, ao silêncio.
Nunca fui de ficar o dia inteiro sem conversar, mudo, comigo mesmo. Peguei o celular e liguei para casa, disse que estava bem e quando me questionaram se eu estava na praia, eu respondi dizendo que o tempo estava fechado e que o passatempo da tarde era a TV.
Resolvi ir ao mercado, queria preparar alguma coisa para nós, mas o relógio já marcava dezesseis horas, então eu precisava ser rápido. Comprei lasanha congelada, um vinho tinto e wafer amandita para a sobremesa, nada sofisticado, mas o jantar só serviria de início para a noite mágica.

Quando chegou foi logo abrindo um sorriso. Perguntei como foi o seu dia, me respondeu dizendo que o foi corrido, com muita coisa para fazer, mas que enfim chegara o fim de semana.
Enquanto foi para o quarto eu fiquei na cozinha preparando (tirar da caixa de papelão e colocar no microondas) a lasanha. Por distração, esqueci de retirar a película de plástico. Rimos do ocorrido. O vinho ficou para segundo planos, jantamos e fomos para o quarto.
Como dois estranhos, cada um estava na sua e mesmo assim eu queria te contar que era a noite mais especial de dezembro.
-E aí quais são seus planos?
-Você.
Houve um beijo, desses apressados, desses que as mãos percorrem o corpo, tateando as coxas, virilhas e pernas. A pressa foi tanta que logo estávamos na cama. Pedia por mim em você, sem cerimônias, com as janelas e pernas abertas. Suas mãos me traziam para mais perto naquela dança e nossos corpos suados se misturavam pelos lençóis.
De repente não existia nada além de nós.

Depois de alguns minutos fomos para o banho. Me encostei, peguei pela cintura, puxei pra mim, eu brincava com o sabonete e limpava suas costas, passava pelos ombros e cintura, limpava seu íntimo tão molhado do meu. Beijava suas costas sardentas, lambia a pele antes salgada, agora simplesmente com gosto de você, com gosto de amora, com gosto de amor.
  • Possível primeira pergunta séria, guardada no peito:
"Queria te perguntar se você tem aí contigo alguma coisa pra me dar, se tem espaço de sobra no seu coração. Quer levar minha bagagem ou não?" *
Quando saímos do banho combinamos quais as cidades que conheceríamos no sábado e no domingo. Deitamos exaustos na cama, eu não resisti por muito tempo, tentei ficar na minha e de repente eu estava colado novamente as suas costas brancas.
A TV apenas aluminava o ambiente, estávamos longes novamente. Eu acariciava sua pernas, sua bunda, era carinho fantasiado de sexo, estava querendo sexo fantasiado de carinho. Um amigo uma vez me disse que eu sabia transformar lindamente sexo em poesia e me questionou se eu saberia fazer o inverso. Foi feito ali! O atrito da pele, se mexia me pedindo pra si, entregue a amar, quente. Foi sexo com desejo, com tesão, com  ausência de amor, diferente da primeira vez. Ao me abraçar me apaixonava ainda mais, ao pedir por mim quase gozava, molhado de suor, de vontade, molhado dos seus doces fluídos.
  •  Possível primeira resposta séria, também guardada no peito por ausência da possível primeira pergunta:
"Queria te contar que eu talvez tenha aqui comigo, eu tenho alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão." *
(...)

*Trechos da música "Dois" - Tiê. Clique e ouça. 

6 comentários:

Marcela Alves disse...

Que lindo. TO adorando essa hisotira. Voce consegue tranformar qualquer coisa em poesia.. belissimo! =)

Fatima disse...

Desejo felicidade,
prosperidade, saúde,
realizações, paz e tudo
de melhor para você e toda
a sua família nestas festas.

Feliz Natal! Feliz Ano Novo!

Bjs.

Luna Sanchez disse...

Preciso dizer que me derramo em sorrisos por essa história linda, Eder?

Feliz, aqui, por ti, por vocês. Gente que realiza sonhos melhora o mundo.

Beijos, querido meu.

Professor Gadomski disse...

Eder, obrigado por seguir "Na Janela com Gadomski" nesse ano de 2011. Agradeço suas visitas. Um feliz e santo Natal para você e sua família. Muita prosperidade em 2012. Um abraço!

SilverLux (Éverton) disse...

Se continuar a me fazer arrepiar, vou aí em SP te bater... rsrsrsrs. Lembro de mim há alguns anos e como realmente doeu esse "até um dia"... o meu ainda não voltou, mas espero voltar... é o que me faz continuar...

Eder Fabricio disse...

Obrigado Marcela. Tudo é tão recente, talvez seja isso. =D

Obrigado Fátima, tudo de bom pra ti também. Beijos.

Ahh Luna, precisa sim...rs Brincadeira. Concordo contigo: Gente que realiza sonhos melhora o mundo!
Sim, sim... que mais e mais pessoas realizem sonhos. rs Beijão.

Obrigado Professor Gadomski, tudo de bom pra ti. Abraços.

Ahh Éverton assim você me desanima poxa..rs. Abraços seu sumido.