quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O peso do 'até um dia' - Parte 2

"Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro." Leonardo da Vinci

Não me recordo ao certo como tudo começou, lembro que foi teclando em uma sala qualquer de bate papo. Após algumas frases, evoluímos para o messenger e posteriormente para redes sociais.
Não me aventuro muito nas madrugadas conversando com desconhecidos, mas às vezes funciona como válvula de escape, funciona para fugir do tédio.

As chances de encontrar alguém interessante? Eu diria que menos de 5%. Lembro que uma vez marquei um encontro (por favor, se forem marcar dessas aventuras, que seja em locais públicos e movimentados) e fui surpreendido por um ser que, definitivamente, não era desse planeta. Eu tinha uns vite e três anos, já a figura era um horror, meio vintage, com a idade avançada, jeans cintura alta surrado (hoje em dia o jeans cintura alta voltou e 'está em alta'-trocadilho caiu como uma luva- mas naquela época, só as sogras usavam) e acreditem, jaqueta de couro preta em pleno calor de uns trinta graus. Detalhe importante: pilotava uma moto mais surrada que o jeans e não era, absolutamente, nada do que parecia pela tela do meu computador. Claro que fingi que o meu celular tocou e que eu precisava ir embora, fiz isso depois dos quinze minutos mais demorados da minha vida. Dez minutos para ser sincero, esse foi o tempo para eu me livrar do 'presente grego' que eu havia ganho naquela tarde ensolarada de sábado.

Mas dessa vez eu sentia que era diferente, tinha encontrado alguém especial e eu estava disposto a esquecer o episódio anterior e manter uma relação a princípio de amigos.
Lembro que na época morava em São Paulo também, o que facilitaria o encontro. Lembro que conversamos muito breve pelo celular, não me recordo do porque  de não termos nos encontrados pessoalmente. Talvez na época por alguma incompatibilidade de ... bom, realmente não me lembro, mas acho que pelo fluxo natural que a vida segue. Eu na Zona Oeste e o outro lado da tela estava no extremo da cidade, na Zona Leste.
Segui minha vida, me relacionei com outras pessoas, conheci mais outras tantas no bate papo (nada que valesse a pena relatar duas linhas de texto) e a nossa amizade ficou guardada, ali no hall de amigos virtuais.
Por vez ou outra conversávamos, era raro, mas em todas as conversas a cumplicidade e a verdade, de ambas as partes, prevaleciam, era bem bacana. Passaram-se os anos, migramos de rede social, porém o contato continuava. Foram ao todo uns três anos, só para depois acontecer o encontro.

Tinha voltado para a sua cidade -em outro estado- o que teoricamente, transformava o encontro menos viável (tempo, espaço e grana).
Entre conversas que se tornaram mais frequentes no último ano, houve um convite: me chamou para conhecer sua cidade. Amadurecemos a idéia durante dois meses. Eu estava decidido a ir.

2 comentários:

Luna Sanchez disse...

Quero mais, quero mais, guri!

Quando continua?

=)

Eder Fabricio disse...

Esse relato não faltará palavras, nem inspiração.rs =D