quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O peso do 'até um dia' - Parte 6

"Todo dia a insônia me convence que o céu faz tudo ficar infinito. E que a solidão é pretensão de 
quem fica escondido fazendo fita. " - Cazuza

Meu encontro com a (feli)cidade foi lindo, o estilo arquitetônico com peças de madeiras inclinadas, tijolos maciços e aparentes na cor natural em contraste com a estrutura -também de madeira- e para finalizar, como cerejas em bolos floresta negra, os telhados coloniais. Além do estilo alemão, a cidade também herdou o estilo trazido pelos portugueses e pelos italianos, deixando tudo com um aspecto muito bonito e super agradável para passeios. E assim fizemos.
Passamos pelo teatro da cidade, pela catedral, pelas ruas estreitas e charmosas, caminhamos beirando o rio -tão belo e tão assustador para os que moram nas proximidades- e fomos para o Shopping almoçar.
A decoração de natal prendeu nossa atenção. Um guri lindo de uns cinco anos olhava tão extasiado para o papai noel, para as renas de narizes vermelhos e gorros, estava com um sorrisão de orelha a orelha. Registrei o momento.

Almoçamos no shopping, meus 'olhos azuis' preferiu sushi, já eu devorei um prato de penne a parisiense e para completar, um bife de picanha e refrigerante. Foi um contraste só! Conversamos sobre a vida, sobre o vai e vem de (des)amores, sobre o tempo, sobre nós. Fez compras enquanto eu comprava meias (isso mesmo, esqueci de pô-las na mala) em uma loja de esporte. Eu olhava para dez pessoas, oito eram de olhos azuis. As outras duas, os olhos verdes. Cidade incrível e cheia de gente bonita e elegante.
Tomei sorvete e me lembrei da necessidade que tinha de tomar uma dose de você. 
Chegamos em casa (naquele final de semana, a casa era nossa) a noite, cansados, o dia foi ótimo e cansativo e fomos direto pro banho. Ligou o chuveiro e me chamou. O desejo agora dava lugar ao carinho, abracei por trás e repousei meu queixo em seu ombro. As minhas mãos? Ah, essas vocês já conhecem, percorreram tudo, ora com sabonete outrora com shampoo e também sem nada, causando o atrito que me arrepiava inteiro.
Pedimos pizza, meia eu, meia você. Bebeu Coca Cola pra acompanhar. Fui de Stella Artois. 

Mais tarde, na cama, programou a TV para desligar sozinha. Seu corpo, no piloto automático, em sincronia com o meu. Estava só de calção e me pedia pra si. Me pedia por inteiro. Arranquei o calção, como um adolescente faz quando vai transar, com pressa e urgência. Foi ótimo sentir sua temperatura, seu cheiro de limpo e depois, como diz Cazuza em uma de  suas canções: "Me dê de presente teu bis. Pro dia nascer feliz"!

2 comentários:

SilverLux (Éverton) disse...

Cada vez mais magnetizado por sua vivência... aiai!!! rsrsrsrs...

Eder Fabricio disse...

=D E eu cada vez mais indeciso.