segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sobre Camisetas, Corações e Promiscuidade


Eu bato tanto nele, coitado! Se ele pudesse agir de forma racional me mandaria pra puta que o pariu. 
Já tive um diálogo uma vez, tach a tach. Eu disse que selecionaria melhor. Ele revidou aos berros, dizendo que todos esses amores que carrego na mochila e no bolso, antecipariam o seu fim. 
Em outra ocasião ressaltou que meus caminhos eram piores que nicotina, colesterol alto e estresse. É que se preferem, ou prefiro terminar, eu me recuso a não seguir [...]
Dois copos de lágrimas e três de vodka, com licor de pêssego e suco de laranja. Me recuso a chorar pelo mesmo adeus. 

Eu mergulho mesmo! Curto pular do trampolim em relacionamentos. Gosto de novos cheiros de pescoço, diferentes espessuras de línguas e lábios, outras texturas de cabelos tateado a cada cafuné, outros rebolados. O fator surpresa/novidade me atrai. Quase sempre não me preocupo com a profundidade de onde estou me enfiando, correndo o sério risco de -ao mergulhar em figurantes rasos e superficiais de um amor que eu mesmo sempre invento- rachar a cabeça. Me reinvento sempre que enxergo brilho em pupilas e sinto minha cueca inflar. 

Aquela camiseta amarela com a estampa da Calvin Klein, agora parece sem graça e não combina mais com o meu jeans preferido. Então eu troco mesmo! Aquela polo verde na vitrine me atrai e cairia super bem, mas aí eu me lembrei da básica branca, da listrada, da xadrez e da preta. Contra a imoralidade sexual, segundo o cristianismo, cada homem deve ter sua própria mulher e cada mulher o seu próprio marido, mas e se eu prefiro quebrar tais regras? E se não me sinto imoral com as minhas trocas de camisetas? Visto o que me cai melhor e quando não quero mais, vai para o fundo do armário mesmo. Gosto dessa mistura sem ordem. 

A Organização Mundial da Saúde descreve como promíscuo o indivíduo que tem mais de três parceiros no decorrer de um ano. Oi?! Se a promiscuidade é algo oposto à monogamia, associado à prática de relações sexuais com diferentes parceiros ou grupos sexuais, eu sou um mega promíscuo. Eu e resto do mundo, porque o que tem de gente que sai aos sábados a noite para um chopp, estende a noite com um novo parceiro e acorda em um quarto de motel, não está escrito. Acho rotulagens um saco: é fulano que é Hétero, a vizinha que é Lésbica, tem os Gays da Paulista, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros e por aí vai. Vamos parar com isso, nem tudo precisa de definições, a felicidade por exemplo é relativa e cada um a procura do seu modo, não procure definições para ela e nem queira explicar o que é. 

Digo isso para o seu próprio benefício sabe, não estabeleça qualquer restrição sobre você mesmo, mesmo que a sociedade imponha o que é “certo”, faça sempre o que te faz sorrir, o que te satisfaz de verdade. Respeite o próximo e a você mesmo e está tudo certo. E quanto a você coração... enquanto não acho quem me complete, continuará apanhando a cada despedida, mas logo te faço sorrir novamente. Faço uso das palavras do poeta Cazuza: “o nosso amor a gente inventa pra se distrair, e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu.”

Um comentário:

Marcela Alves disse...

A Eder, acho que somos todos promiscuos.. kkk e concordo com tudo que voce disse inclusive com as palavras de cazuza.. ♥

beeijos