terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sexo verbal faz SIM o meu estilo

A geração da paumolência é fruto de parceiros-robôs: Levante sua perna esquerda a um ângulo de 90° e incline suavemente a direita para cima. Gemidos estilo porn-girl e caras variadas, de bico de pato à dedinho na boca. Está tudo errado! Esqueça os manuais e se entregue [...]


Deixe a geração Coca-cola, seja adepto a geração Prosecco e se liberte.

Sexo verbal faz SIM o meu estilo. Esses dias eu lembrava dos diálogos pré orgasmos. E olha que independem da estrutura do matadouro. No primeiro revive veio o seguinte combo turbo que fez minha noite incrível:

  • "Mete mano vai". Falava sem pensar no que eu pensaria, sem pudor. E sexo, me desculpem puritanos, mas é assim que deve ser. Pedia para eu não ter dó. Apesar dos seus 60 kgs no máximo, parecia se divertir como uma criança que ganha um brinquedo novo. E como brincou. 
  • "Soca até o fim" ou "Bomba, não para que eu vou gozar" são nitroglicerina pura, deixa o brinquedo  explodindo e feliz. Brincamos na banheira sob as estrelas, na sauna, no banco da parte externa do quarto, na cama e finalizamos de pé. Um brinde, mereceu um vídeo. É claro que ele existe.
Nesse caso, palavras não são erros, como cantava Renato Russo. Quando o sol bater na janela do te quarto pela manhã, ele vai iluminar um semblante lindo, um rosto satisfeito por atingir todas as metas (em uma king size ou em um banco do 206). Seu sorriso estará mais radiante que a estrela mãe. E tudo isso, graças ao seu poder de articular durante a hora agá.

Não que eu não goste de ver você dormir que nem criança com a boca aberta, não é isso, tenho meu momento bom-menino e sei sim me comportar como um gentleman, experimente me levar para comer a macarronada da sua mãe no domingo, depois de analisar meu comportamento, vai me pedir em namoro. Não que eu aceite. Isso é outra coisa. Você sabe.

É que eu rabisco o sol que a chuva apagou, faço do meu atual momento o meu melhor momento. Sem lamentações, sem perguntas como: aonde está você aqui além de aqui dentro de mim?
A minha escola não tem personagem, a minha escola tem gente de verdade. Não seja um parceiro-robô. Então, quando pensar em fazer charminho, ou dizer não querendo que a outra pessoa interprete como sim, saia de cima do muro e ataque. Verá que isso lhe renderá sorrisos e torpedos alertando um encontro para um cinema ou uma Bud gelada, ou ainda um convite para um fast food (ou algo mais sério) no final do domingo. E se acontecer, tope, a semana começa com outra cara. O pior que pode acontecer é você parar de receber torpedos no dia seguinte.

4 comentários:

R Linhares disse...

Mete sem dó é uma coisa que eu adoro falar!
Adorei o texto sem pudor e ao mesmo tempo tão bom menino. Isso é tão você...
Bjs

Marcela Alves disse...

ahahah que maximo. Adoro os seus textos Eder..

Isso é muito verdade, é tão bom falar um monte de bobagens na hora do sexo.. :x aha

beeijinhos

RENATO VIDAL S. disse...

adoro os seus textos, la magía que você interpreta, solo digo sexo con amor. Saludos Eder :)

Briccio disse...

Rafa, tô rindo aqui, imaginando.

marcela, feliz feliz com sua presença assídua por aqui.

Renato, obrigado amigo.