segunda-feira, 14 de junho de 2010

Deixe ele vir...

Foto: Filme 500 dias com ela

"(...) -Smiths?!
-É...
-Adoro Smiths.
-O quê?
-Eu disse que adoro Smiths... É que você tem bom gosto musical.
-Gosta dos Smiths?
-É... 'To die by your side, such a heavenly way to die...' Eu adoro!
-Quem diria. (...)"

De cinza e nublado já basta o outono. Eu não entendo o seu receio e o que mais quero é que entenda meu anseio.
Quero sorrir lá fora com você.
Lá fora vou sorrir até meu rosto ficar azul.
Fora daqui, quando estaremos fora daqui? Fora da agitação, junto ao medo. Lá vai o medo de novo... lá vai o medo...
A sua fotografia me hipnotizou e ainda hoje eu a olhei novamente, olhei porque nela você me retribuiua o olhar, e o seu sorriso, ah que sorriso... me lembra aquelas crianças que aprontam e tentam disfarçar. Sorrio também, tímido como um pequeno garoto.
E os carros em alta velocidade fora daqui? A vida vai passando de novo, bem perto. Lá vai o medo outra vez... lá vai o medo...
Quero fazer parte do seu sorriso, e quero que sorria por eu fazer parte da sua vida.
Tenha certeza que eu não quero apenas 500 dias, quero todos os próximos.
Quero ouvir Radio Head e Los Hermanos, quero discutir a possível volta de Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo. Quero tocar seus lábios e o seu coração, com a mesma facilidade.
Feche seus olhos verdes e deite junto a mim. Feche seus olhos e deite-se. Porque lá fora lá vai o medo... deixe ele ir...
Quero rir assistindo Friends com você, mesmo que pela décima vez, quero te dizer "eu te amo", mesmo que pela primeira vez.
Quero sentir os seus pés frios embaixo da coberta de lã, tomando chocolate quente. Deitados no sofá estamos isentos do resto do mundo, das incertezas e medos cotidianos. Vamos fazer um filme?
Pense em mim quando estiver caindo em depressão, mas não olhe para trás quando deixar a cidade.
Pense em mim quando ele te chamar para fora, mas não olhe para trás quando deixar a cidade.
Pense em mim quando você fechar os olhos, e não olhe para trás quando desatar todos os laços.
Pense em mim quando estiver desanimada, mas não olhe para trás quando deixar a cidade hoje.
Lá vem o medo outra vez... deixe ele vir...
Logo estaremos em nossa árvore, sem aborrecimentos, livres...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Direção


Cigarrros, janelas, batatas fritas, sol (e ausência de sol), mato!
Risadas, sonetos, olhares, músicas (e ausência de música), fato!
Avião, Coca-Cola, árvores, afeto (e ausência de afeto). Num olhar, num gesto... há conversas (nas entrelinhas) sobre veto! Quão valioso é o sim? Antídoto do não...Seus olhos, sua boca, seus negros cabelos... me deixam assim... demasiadamente no chão! 
É claro, apertado, verdadeiro, é de "ressaca", como já dizia Assis. Me atormenta, me chama, mas nega...É terno, acolhedor, hipinotizante, o mais exótico que já quis. Um pé descalço, um após o outro na manhã fria de domingo. Eles andam com metodismo, como em qualquer outra manhã de outono. Confuso e sem direção. Mas qual o sentido de ter direção? Talvez percorrer todos os caminhos pré marcados, subtraindo as surpresas, os improvisos. Mas qual é mesmo o sentido de ter direção? 

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O brilho eterno de uma mente sem lembranças

Foto: Filme Brilho eterno de uma mente sem lembrança
"(...) - Não sou um conceito, sou só uma garota ferrada procurando por paz de espírito. Não sou perfeita.
- Não vejo nada que não goste em você.
- Mas verá.
- Agora eu não vejo.
- Você vai achar coisas. E eu vou ficar entediada e me sentir presa, pois é isso que acontece comigo.
- Tudo bem.(...)"


Comecei a redigir essas linhas depois que, de alguma forma, eu consegui observar o quanto uma mesma pessoa vivia me chamando de chato. Talvez ela tenha razão, talvez não... talvez ela só não tenha entendido minha preferência em enxergar e me manter a sós com meus pensamentos -principalmente os são cinzas e nublados.

  • 1) Não seja o "super sincero". Não diga com franqueza o que pensa, pelo menos não em algumas ocasiões.
  • 2) Sorria mais. A falta do sorriso definitivamente é sinônimo de chatice. Torne-se um chato ao não sorrir! Porém é conviniente lembrar que o sorriso demasiado poderá ser visto como insegurança, ou seja, encorpore o George Clooney não o Jim Carrey.
  • 3) Fale pelos cotovelos. Introverter-se não é o caminho. Fale da mãe, do pai, da avó, do filme em cartaz, livros, músicas, comente a internet útil -as notícias-, lembre-se da internet inútil (redes sociais e afins), cinema, gastronomia, shows, futebol. Coerência é fundamental.
  • 4) Aceite os convites. Mesmo após horas de stress no trabalho é conveniente a integração e manutenção do bem estar social. Leve em consideração o ítem 3.
  • 5) Esqueça a timidez. Nem que seja preciso algumas Stella Artois, converse, se integre. Pensar para falar pode dar a impressão de que você está arquitetando respostas. Não demore tanto, arquitetar uma resposta à la World trade center é perigoso e você poderá desmoronar (sem a necessidade de terroristas) nas suas próximas contradições, ou do tipo Millennium Bridge em Londres que te deixará complexo demais. Na verdade a espera é de uma resposta simples e direta.
  • 6) Gaste dinheiro. Não adianta... impossível impressionar sem ele. Para deixar seu carro limpo, para a conta na fila do mercado, para os presentes, desde os mais simples aos mais complexos. É um mal necessário. Trabalhe dobrado, se vire de alguma maneira, mas tenha-o em abundância, é melhor do que não ter.
  • 7) O primeiro (re)encontro é inevitável. Ou você faz tudo certo e sai como um cara bacana, gente boa, legal e engraçado... ou você vai querer desviar o olhar num próximo encontro. Todas as regras acimas deverão ser obedecidas e manere na Stella artois, ou você correrá o risco de ser um completo idiota.

Se depois de todas essas manobras você ainda ouvir injúrias, submeta-se a um tratamento que retire de sua memória os mals momentos vividos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Me ame menos, mas me ame por mais tempo.


A poeira já está depositada em cima da TV e você ainda não apareceu. A alegria, o entusiasmo e a sensação de ter novamente 20 anos também não. O café já está pronto, na mesa até observo a fumaça saindo pela xícara branca de porcelana, sentado sozinho, apenas com tuas fotos, sem seus sorrisos ou seus olhos.
Lembra quando dizíamos que seria eterno? Nossas promessas... nossa cumplicidade. Todas elas, hoje jogadas em algum baú, e tenho medo de olhar o tempo que estamos esperando para abri-lo.
O caminho ainda é o mesmo, o vai e vem frenético dos automóveis, as buzinas estressantes e até a chuva, nada mudou. Para te falar a verdade o sol mudou. Continua amarelo-alaranjado, quente, redondo e acolhedor, situado no mesmo cantinho escuro. A forma como ele me toca mudou. Continuo com frio, acho que o que realmente me aquecia eram seus olhos. Continuo entorpecido. Passam-se os dias, arrastam-se... tudo é cinza e nublado e ainda preciso encontrar forças para colocar no lugar o que ficou bagunçado.
Às vezes nossos olhares se encontram, sinto vontade de sorrir, seus olhos me dizem que você também, então por que esse abismo?!

domingo, 20 de julho de 2008

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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Quem sou?

Aquele garoto tímido da escola que só foi crescer aos 23. Que descia a rua de casa com carrinho de rolimã e subia em árvores. Que já ouviu uma vez, que ganhar dinheiro escrevendo no Brasil é foda, e, foi então que resolveu estudar Marketing. Escreve por necessidade de expor para o mundo o que sente. Faz extras de todas as maneiras que consegue, para (sobre)viver com um pouco mais de conforto nessa selva de pedras. Por aqui, é matar um leão por dia ou ser devorado. Pessoas se atropelam todos os dias e, na busca incansável por cumprimento de metas, esquecem de observar coisas simples e primordiais, porém vitais.  Como todo geminiano, é camaleão e multitarefas, já foi barman em um bar de rock and roll em São Paulo, se vira com trabalhos publicitários e recentemente raspou a cabeça querendo perder o juízo, quando achou que assim o perderia.

Paulista, torcedor do tricolor do Morumbi, amante da movimentação alegre da rua Augusta, viciado em café, boa música, cinema, livrarias, torta de limão e um bom papo. Gosta de dirigir, de lasanha e do litoral, não necessariamente nessa ordem. Escreve sobre aquele cara desolado, com o cotovelo no balcão de madeira, esquecendo o passado com goles de álcool, sobre aquela menina-mulher que pintou os lábios de vermelho e usou um salto alto na terça feira, escreve sobre aquilo que (quase) ninguém expõe, mostrar a vida -nem sempre como ela é.

Observa comportamentos, gosta de prosear, parafrasear e entender histórias, mas acima de tudo, aprecia o modo como se sente quando escreve sobre. Descobriu que isso traz um bem estar inenarrável, intangível... História que se emenda com sonho, que costura com o que vive e com o que fantasia, com o que é real e o que é atuação... Isso o deixa em êxtase. Viver a vida é um espetáculo, e tente não convencê-lo do contrário.
Ainda não ganha o que gostaria, mas em contra partida, ganha corações e sussurros ao pé do ouvido - o que é algo que dinheiro nenhum no mundo compra.

Ele te espera por aqui, volte outra vez. Você vai gostar!